A Prefeitura de Campo Grande insiste em manter o serviço de tapa-buraco mesmo diante do alto volume de chuva. Para a população, a situação explica a falta de durabilidade do serviço, além de ser desperdício de dinheiro público.
Estimativa do meteorologista Natálio Abrão, do Centro de Monitoramento da Uniderp, aponta que até às 12h50min de ontem havia chovido 33,6 milímetros. O volume é considerado de enchente. Minutos antes desse horário, equipes da operação tapa-buraco executavam o serviço na avenida Capital, na Vila Margarida.
De acordo com o mecânico, Walberto Marques, 23 anos, essa é a segunda vez em menos de um dois meses que a via recebeu o serviço de manutenção. “Da última vez, o buraco que eles tinham tapado estava aberto no dia seguinte. Com essa chuva não dura”, afirma.
O buraco a que ele se refere fica na esquina com a rua Naviraí e não teve tempo de ser tapado durante a operação de ontem. “Quando a chuva engrossou, eles viram que não ia dar para continuar e só colocaram um cone ali”, relatou.
(*) A reportagem, de Tainá Jara, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.