Em retaliação ao atentado suicida realizado em Istambul na terça-feira (12), as Forças Armadas da Turquia atacaram posições do Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, matando cerca de 200 membros da milícia radical nas últimas 48 horas, anunciou nesta quinta (14) o premiê turco, Ahmet Davutoglu.
Além disso, segundo o ministro do Interior, Efkan Ala, a polícia prendeu mais sete pessoas suspeitas de ter relação com o ataque, que deixou ao menos dez turistas alemães mortos.
Nos dias anteriores, o governo havia anunciado a prisão de ao menos cinco suspeitos pelo atentado, além de 72 supostos membros do EI, incluindo três cidadãos russos, que não teriam relação com o incidente.
O governo turco responsabilizou o EI pelo ataque em Sultanahmet, epicentro de turistas e abrigo de importantes elementos da história da Turquia. A facção terrorista, porém, não reivindicou o atentado.
As autoridades disseram que o ataque foi lançado por um homem-bomba de nacionalidade síria em 1988. A mídia turca identificou o suicida como Nabil Fadli, nascido na Arábia Saudita.
A Turquia participa dos ataques contra o EI na Síria e no Iraque, e foi alvo de ataques atribuídos ao EI nos últimos meses. Em julho, um atentado em Suruç, perto da fronteira com a Síria, deixou ao menos 30 mortos. Em outubro, explosões mataram cem pessoas durante uma manifestação em Ancara.