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Aeroviários rejeitam nova proposta e mantêm estado de greve

Aeroviários rejeitam nova proposta e mantêm estado de greve

Redação

15/01/2016 - 03h00
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Representantes dos trabalhadores da aviação civil rejeitaram a proposta salarial apresentada nesta quinta-feira (14), em São Paulo, pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) e decidiram manter o estado de greve em aeroportos de todo o Brasil.

Uma nova rodada de negociações foi marcada para 22 de janeiro, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília.

O SNEA propôs reajuste de 11% nos benefícios (vale alimentação, vale refeição, seguro de vida e diárias nacionais) a partir de fevereiro e abono em seis parcelas a partir do próximo mês de junho.

Pela proposta, os aeroviários que ganham até R$ 10 mil e todos os aeronautas teriam abono de 1% em junho, 2% em julho, 3% em agosto, 4% em setembro, 5% em outubro e 9% em novembro.

Para os aeroviários que ganham acima de R$ 10 mil, a proposta é de pagamento de abono fixo de R$ 100 em junho, R$ 200 em julho, R$ 300 em agosto, R$ 400 em setembro, R$ 500 em outubro e R$ 900 em novembro.

"Com esta nova proposta, o SNEA retira as ofertas apresentadas nas últimas reuniões, que previam, entre outros itens, a garantia de emprego", diz o sindicato patronal, em nota.

Também em nota, o Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) afirmou que a proposta do SNEA "não agradou nem um pouco" os sindicatos filiados à FENTAC/CUT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil/Central Única dos Trabalhadores), porque mantém o índice de 0% de reajuste salarial.

A proposta de reajuste dos benefícios a partir de fevereiro também foi recusada porque categoria quer pagamento retroativo à data-base de 1ª de dezembro.

"Em função dessa proposta ruim, a categoria aeroviária mantém estado de greve, tirado durante as assembleias itinerantes realizadas no dia 7 de janeiro, por todo o país", diz o comunicado do SNA.

O estado de greve indica que os trabalhadores podem entrar em greve a qualquer momento. A medida tem a finalidade de pressionar as empresas a avançarem nas negociações.

A categoria reivindica reajuste salarial de 12% (10,97% de reposição da inflação da data-base, 1º de dezembro, e 0,93% de aumento real), aumento de 15% nos pisos salariais e demais benefícios econômicos e 20% na cesta básica.

O comunicado do SNA diz ainda que, até a audiência que será mediada pelo TST, no dia 22, as entidades sindicais se organizarão para definir os próximos rumos da campanha salarial 2015/2016.

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