Cidades

Dano ambiental

Assoreamento do Lago do Amor continua e problema é investigado

Prefeitura pode responder por situação de um dos cartões postais da cidade

Redação

15/01/2016 - 08h17

Mesmo depois de quatro anos desde a última revitalização, o Lago do Amor de Campo Grande, localizado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), continua em processo avançado de assoreamento. A situação agora é objeto de investigação do Ministério Público Estadual (MPE).

A promotora de Justiça do Patrimônio Histórico e Cultural, Luz Marina Borges, é quem comanda a apuração. Conforme a abertura do inquérito, divulgada nesta sexta-feira (15), o assoreamento do lago já estaria comprovado em razão da formação de praias artificiais nas margens.

Quem deverá responder pelo dano ambiental é a Prefeitura de Campo Grande, responsável pela manutenção da área.

A administração pública da Capital deve ser notificada, nos próximos dias, sobre a abertura da investigação.

PROBLEMA ANTIGO

Depois de passar por revitalização no ano de 2011, o lago já apresentava novamente problema de assoreamento em 2014.

A situação continua crítica principalmente no espelho d’água, próximo da ponte que fica ao lado da mata por onde o córrego Prosa deságua no lago.

De cima da ponte, é possível perceber a formação dos “bancões” de areia, sinais claros de assoreamento no local. Preocupados, os frequentadores alertam para o problema, comparando a situação com a de outros dois lagos que sofrem de problema semelhante na Capital: o do Rádio Clube Campo e o Lago do Amor, na área ambiental da Universidade Federal de MS (UFMS).

A diferença no lago do Rádio Clube é que o assoreamento em estado avançado fez com que a água fosse tomada pela argila.

 

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