Mesmo depois de quatro anos desde a última revitalização, o Lago do Amor de Campo Grande, localizado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), continua em processo avançado de assoreamento. A situação agora é objeto de investigação do Ministério Público Estadual (MPE).
A promotora de Justiça do Patrimônio Histórico e Cultural, Luz Marina Borges, é quem comanda a apuração. Conforme a abertura do inquérito, divulgada nesta sexta-feira (15), o assoreamento do lago já estaria comprovado em razão da formação de praias artificiais nas margens.
Quem deverá responder pelo dano ambiental é a Prefeitura de Campo Grande, responsável pela manutenção da área.
A administração pública da Capital deve ser notificada, nos próximos dias, sobre a abertura da investigação.
PROBLEMA ANTIGO
Depois de passar por revitalização no ano de 2011, o lago já apresentava novamente problema de assoreamento em 2014.
A situação continua crítica principalmente no espelho d’água, próximo da ponte que fica ao lado da mata por onde o córrego Prosa deságua no lago.
De cima da ponte, é possível perceber a formação dos “bancões” de areia, sinais claros de assoreamento no local. Preocupados, os frequentadores alertam para o problema, comparando a situação com a de outros dois lagos que sofrem de problema semelhante na Capital: o do Rádio Clube Campo e o Lago do Amor, na área ambiental da Universidade Federal de MS (UFMS).
A diferença no lago do Rádio Clube é que o assoreamento em estado avançado fez com que a água fosse tomada pela argila.