Para agilizar o atendimento nos postos de saúde e evitar a ida dos pacientes até unidades onde não há o especialista desejado, a Prefeitura de Campo Grande lançou, nesta quarta-feira (20), um programa de gerenciamento de plantões: o Enter Saúde que, segundo o secretário de Planejamento, Finanças e Controle, Disney Fernandes, não terá custos adicionais ao município.
O primeiro módulo do sistema começou a ser utilizado no ano passado nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) dos bairros Coronel Antonino, Universitário e Vila Almeida. Em dezembro, o sistema foi estendido para todos os (Centro Regionais de Saúde) CRSs.
A expectativa é de que até o fim de fevereiro 60 unidades de saúde estejam contando com o programa de gerenciamento de plantões.
Os outros três módulos: agendamento de consultas e exames, auditoria e verificação de leitos hospitalares ainda não têm prazo para funcionamento.
Além de saber qual profissional está atendendo durante o plantão, os usuários vão saber qual linha de ônibus passa nas proximidades dos postos de saúde.
"É uma ferramenta que busca a eficiência no atendimento e a diferença é que não vamos gastar nenhum recurso, além da folha", pontuou o prefeito Alcides Bernal.
O programa foi criado pelo Instituto Municipal de Tecnologia da Informação (Imti) e entra em funcionamento no lugar do Gisa (Gestão de Informação em Saúde).
GISA
Esse antigo sistema foi contratado por mais de R$ 8,2 milhões e passou a ser desenvolvido em 2010, mas nunca funcionou efetivamente. Atualmente a prefeitura precisa pagar R$ 14,8 milhões (com juros e correção) ao Ministério da Saúde por ressarcimento.
Ministério Público Federal ajuizou ação para cobrar do ex-prefeito Nelson Trad Filho e o ex-secretário de saúde e atual deputado federal Luiz Henrique Mandetta os valores gastos com o programa computacional.