Cidades

Morte de Jennifer

Delegado que investiga assassinato de Jennifer prepara desdobramentos

Novas testemunhas entraram no rol de pessoas que precisam ser ouvidas

Redação

20/01/2016 - 21h07

O delegado titular da 2ª Delegacia de Polícia, em Campo Grande, Alexandre Amaral Evangelista, prepara novos desdobramentos na investigação da morte da manicure Jennifer Nayara Guilhermete, 22 anos.

A jovem morreu com dois tiros e foi localizada na cachoeira Ceuzinho, que fica próxima ao perímetro urbano da Capital.

O policial pretende ouvir novas pessoas que tiveram os nomes mencionados por uma adolescente, que até a manhã de quarta-feira (20) era apontada como colaboradora, mas durante a tarde passou a ser investigada como suspeita.

Também vai ser preciso fazer acareações a partir de declarações de Emilly Karoliny Leite, 19 anos, presa por conta de envolvimento no homicídio. A jovem se manteve calada em depoimento, contudo, em coletiva de imprensa do delegado, realizada na tarde de quarta-feira (20), decidiu falar sobre o crime primeiramente para a imprensa presente.

A outra suspeita do crime é Gabriela Antunes Santos, 22 anos. Ela é apontada pela polícia como sendo a mentora do assassinato e quem teria puxado o gatilho. Santos está foragida da Justiça e teria fugido para a Bahia.

A motivação do crime foi passional. Jennifer Nayara havia namorado o atual marido de Gabriela quatro anos atrás. Apesar do fim desse relacionamento, inclusive a vítima também era casada, a suspeita ainda teria ciúmes.

Confira as declarações do delegado concedidas na tarde de quarta-feira em vídeo gravado divulgado pela Polícia Civil.

CRIME PASSIONAL

A Polícia Civil apurou que o homicídio aconteceu porque Gabriela e Jennifer tinham uma briga há cerca de quatro anos. 

A manicure havia namorado o atual marido de Gabriela e isso ainda era motivo de ciúmes. O ex-namorado da vítima e marido da suspeita do homicídio não foi ouvido pela polícia.

Conforme apurado no inquérito, primeiramente Gabriela foi até Jennifer, que estava na casa de uma cliente no bairro Vida Nova. O argumento utilizado para a vítima entrar no carro e sair do local era de que Gabriela queria resolver a briga que as duas tinham há quatro anos.

Foi até mencionado que as duas seguiriam para a casa de uma outra pessoa, que mora nas proximidades da avenida Euler de Azevedo, sentido a cachoeira Ceuzinho. Nessa residência, seria o local para haver a intermediação sobre a briga.

Emilly e a adolescente de 16 anos, que é sobrinha do marido de Gabriela, estavam no carro, junto com as duas outras mulheres.

De acordo com a polícia, quando Emilly e Gabriela eram adolescentes, as duas já agrediram uma jovem e rasparam a cabeça da vítima por conta de ciúmes.

Jennifer Nayara Guilhermete, assassinada na sexta (15)

 

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