Nem mesmo a probabilidade remota e nem a extensão do segundo maior oceano do mundo foram capazes de impedir que a história da servidora pública, Vanessa Manzano Gonçalves Mori, 39 anos, se cruzasse com a de um menino de 9 anos e 33 quilos, residente na cidade de Istambul, na Turquia.
A campo-grandenses é a única entre 1 milhão de pessoas no mundo a ter uma médula óssea compatível a de um paciente em tratamento contra o câncer sem haver nenhum parentesco entre eles. “É uma sensação muito forte. Eu durmo e acordo pensando que ele está fazendo quimioterapia todos os dias para matar toda a médula óssea dele para que possa receber a minha sadia”, explica.
Mesmo no Brasil, a chance de achar alguém compatível é de uma em cada 100 mil. Mesmo entre consanguíneos a probabilidade achar alguém que possa ser doador é baixa: entre irmãos é de 25% e entre outros familiares é de 9%. Quem não tem o privilégio de encontrar alguém próximo que seja compatível precisa recorre aos registros de doadores.
(*) A reportagem, de Tainá Jara, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.