Problemas que se estendem além das margens do rio Anhanduí. Na avenida Ernesto Geisel, nos oito quilômetros entre a avenida Santa Adélia, no bairro Guanandi, bem em frente ao Shopping Norte Sul, até a avenida Campestre, no Aero Rancho, há mais situações críticas do que se imagina. Não bastasse as erosões que ameaçam as pistas dos dois lados da via, ainda há enchentes frequentes, buracos em diversos trechos e lixo, muito lixo jogado em meio a vegetação.
Desde 2012, quando a primeira ordem de serviço foi dada para que as obras de drenagem e controle de enchentes no local começassem, a população de Campo Grande aguarda uma solução para a situação, que se agrava a cada ano. O último episódio infeliz ocorreu na terça-feira, 11 de janeiro. As tubulações de esgoto e drenagem se romperam com a força da água, bem em trecho do rio que fica na altura do Parque Anhanduí.
A canalização de esgoto, recuperada pela concessionária Águas Guariroba, já está pronta, mas a drenagem não começou a ser refeita. Isso porque qualquer trabalho não pode ser feito até que o solo esteja seco e a umidade ainda predomina, mesmo uma semana após chuvas intensas.
A empresa contratada pela prefeitura para recuperar a drenagem é a Pavitec, que informou através de funcionários que é preciso reconstruir a tubulação com manilhas, pedras e concreto. O mais urgente, no entanto, é conseguir “calçar”o cano de esgoto, que com o desmoronamento, ficou exposto ao tempo. A expectativa é de que a drenagem seja recuperada em 10 dias, mas se a chuva recomeçar, como está previsto para esta semana, não há prazo.
E em outros trechos a situação corre o mesmo risco, já que as margens desmoronam a cada chuva. Na via, bem em frente à rua Ouro Preto, no bairro Marcos Roberto, o asfalto já está oco e até um tronco de palmeira, que estava plantada ali, caiu no dentro do buraco que se abriu. Fora isso, muito lixo se acumula junto aos galhos e à erosão.
Além desse, há ainda desmoronamentos na altura da avenida Bom Sucesso, no mesmo bairro e também no cruzamento com a rua Santa Adélia, no bairro Cohafama, em frente ao Shopping.
*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.