O inquérito que apura a participação de uma adolescente de 16 anos no assassinato da manicure Jennifer Nayara Guilhermete, 22 anos, está em fase de conclusão e deve ser encaminhado à Justiça nesta semana. A adolescente passou a ser suspeita depois que Emilly Karoliny Leite, 19 anos, apontou a menina como ajudante em depoimento à polícia.
A adjunta da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), Aline Sinotti, disse ao Portal Correio do Estado que a investigação foi praticamente concluída pela 2ª Delegacia de Polícia Civil e que as provas coletadas indicam que a adolescente teve participação no crime.
Ainda conforme a delegada, faltam apenas laudos técnicos que foram encaminhados pela 2ª DP e devem ser anexados ao inquérito, para que ele seja concluído. “Tudo indica que ela teve participação, agora quem vai decidir é a Justiça”, disse a delegada.
Em depoimento, a adolescente e Emilly deram a mesma versão para o crime, porém, cada uma apontou a outra como ajudante de Gabriela Antunes Santos, 22 anos, apontada como mentora e responsável por puxar o gatilho e que continua foragida. A polícia encontrou indícios do envolvimentos das três no crime.
O inquérito que corre na 2ª DP continua em andamento e deve ser concluído em prazo de 30 dias. Emilly está presa em razão de prisão temporária e a polícia continua a procura de Gabriela. O delegado estuda pedir a reprodução simulada do crime para apontar qual a participação exata de cada suspeita no crime.
O CASO
Jennfifer foi morta a tiros no dia 15 de janeiro e foi localizada na Cachoeira do Ceuzinho no dia 16.
A Polícia Civil apurou que o homicídio aconteceu porque Gabriela e Jennifer tinham uma briga há cerca de quatro anos. A manicure havia namorado o atual marido de Gabriela e isso ainda era motivo de ciúmes.
Conforme apurado no inquérito, primeiramente Gabriela foi até Jennifer, que estava na casa de uma cliente no bairro Vida Nova. O argumento utilizado para a vítima entrar no carro e sair do local era de que Gabriela queria resolver a briga que as duas tinham há quatro anos.
Foi até mencionado que as duas seguiriam para a casa de uma outra pessoa, que mora nas proximidades da avenida Euler de Azevedo, sentido a cachoeira Ceuzinho. Nessa residência, seria o local para haver a intermediação sobre a briga.
Emilly e a adolescente de 16 anos, que é sobrinha do marido de Gabriela, estavam no carro, junto com as duas outras mulheres.
Ao chegar no local do crime, Gabriela sacou uma arma e desceu do carro junto com a vítima, até a cachoeira, onde fez os disparos