Cidades

MAUS-TRATOS

Conselho de Ética investigará acadêmico que matou gata

Estudante pode ser condenado a pagar multa ou mesmo ser preso

Redação

27/01/2016 - 10h03

Além de processo criminal por maus-tratos, acadêmico de medicina de 24 anos terá que enfrentar o Conselho de Ética da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), depois de matar gata a tiros por “brincadeira”. O crime ocorreu na semana passada no Bairro Monte Carlo, em Campo Grande.

Em nota, a instituição pontuou que “embora o fato não tenha ocorrido nas dependências da Instituição, ou durante qualquer atividade acadêmica, a UEMS lamenta e repudia o episódio que envolveu um de seus estudantes”.

Conselho de Ética, bem como o departamento jurídico, devem investigar o caso e suas implicações com base na legislação interna da instituição.

O acadêmico justificou o crime, na segunda-feira (25), como uma “brincadeira”. Ele foi localizado por investigadores da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat), com ajuda de imagens da agressão ao animal atingido por tiro de pressão e chumbinho na barriga.

Pelos maus-tratos, há possibilidade de condenação ao pagamento de multa e reclusão de três meses a um ano.

Confira íntegra da nota de esclarecimento da instituição:

Na última sexta-feira (22) um acontecimento lamentável comoveu muitas pessoas em Mato Grosso do Sul: segundo informações veiculadas pela imprensa e já de conhecimento público, uma gata foi morta após ser atingida por um tiro de espingarda de pressão.

O autor do disparo é aluno da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e, embora o fato não tenha ocorrido nas dependências da Instituição, ou durante qualquer atividade acadêmica, a UEMS lamenta e repudia o episódio que envolveu um de seus estudantes.

O caso, que já tramita devidamente na justiça, também será analisado pelo Conselho de Ética da Universidade, juntamente com o departamento jurídico. Os setores responsáveis analisarão o caso com base nas legislações internas da instituição.

A Universidade também se coloca à inteira disposição da justiça para auxiliar, no que lhe couber, no esclarecimento deste ou de qualquer outro incidente que envolva um de seus alunos ou servidores.

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