Há vários meses, moradores do bairro Santo Antônio, em Campo Grande, pediam por limpeza, principalmente em terreno ao lado de escola municipal. O serviço, enfim, foi feito, mas equipes da prefeitura “esqueceram” de retirar o mato e entulho que preocupam moradores há pelo menos 10 dias.
A rua motivo de reclamação é a Afrânio Peixoto, onde também fica a Escola Municipal Manoel Inácio de Souza. Morador da rua, o contabilista Nerivaldo Israel, de 55 anos, conta que o problema tem se agravado nos últimos dias.
“Eles vieram, limparam o matagal, inclusive dentro da escola, mas esqueceram de recolher o lixo. Está tudo jogado na rua há 10 dias”, afirma o morador.
A preocupação, além de o lixo impedir parte do trânsito na rua, está nos recipientes que se acumulam no entulho e podem servir de criadouros para o mosquito Aedes aegypti.
Nas imagens feitas pelo morador, é possível ver mato verde, seco e queimado, móveis velhos e até privadas. Alguns dos itens foram colocados na rua pela própria equipe de limpeza, mas segundo o morador, vizinhos têm jogado entulhos e aumentando o problema.
Ainda segundo Nerivaldo, agentes de saúde da prefeitura fizeram visitas nas casas recentemente e apesar da reclamação dos moradores, nada foi feito.
A reportagem encaminhou as fotos para a assessoria de imprensa da prefeitura e aguarda retorno sobre quando a limpeza será feita.
MAIS PROBLEMAS
Em outras regiões da cidade, o problema é o inverso. As equipes da prefeitura sequer aparecem para a limpeza. A situação é assunto de reportagem publicada hoje no jornal Correio do Estado.
Exército nas ruas, entidades da sociedade civil organizada engajadas na limpeza de casas e terrenos, e população fiscalizando o comportamento de vizinhos. O esforço de todos estes grupos para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e de outras doenças como zika e chikungunya, pode estar sendo em vão, sobretudo porque a prefeitura não cumpre sua parte na limpeza urbana: todos os bairros localizados fora da região central não recebem serviços de limpeza de bocas de lobo, capinagem e varrição de rua desde setembro do ano passado.
É que a administração do prefeito Alcides Bernal, suspendeu parte do contrato com a CG Solurb, empresa que além destes serviços, também é responsável pela coleta de lixo. Desde que estava medida foi tomada, os casos de dengue na Capital já chegam a 12.469.
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Até privada se transforma em foco de mosquito Aedes aegypti (Foto: Nerivaldo Israel)