O prefeito Alcides Bernal (PP) informou no começo da manhã desta sexta-feira (29) que o serviço de tapa-buraco em Campo Grande cobriu, em média, 757 buracos por dia na cidade.
Segundo ele, as empresas que realizam o trabalho concluíram 50 mil intervenções desde quando foi lançado o Plano de Recuperação das Ruas da Capital, em 11 de novembro de 2015, até 17 de janeiro deste ano.
A declaração foi dada durante agenda pública. Questionado sobre o motivo de, apesar desse número, Campo Grande ainda estar cheia de problemas nas vias, ele reconheceu que muito tem a ver com o retrabalho.
"Quando o serviço não é bem feito, precisa ser refeito. Se houve um problema (de o buraco voltar a aparecer), também precisa ser refeito", afirmou.
Com o tapa-buraco, o custo estimado em 2015 foi de R$ 155 milhões, uma média de R$ 13 milhões ao mês para realizar um serviço que quase sempre depende de retrabalho.
Bernal ainda foi enfático ao mencionar que se não houver chuva nos próximos 30 dias, os motoristas devem notar a diferença no asfalto. "Creio que em um mês vamos melhorar significativamente as vias de Campo Grande (se não houver chuva)."
SOLUÇÃO DEFINITIVA
Quanto ao processo de requalificação de vias, uma obra definitiva e não com caráter paliativo como é o tapa-buraco, o prefeito destacou que dependerá da Câmara Municipal neste ano para aprovação de leis que permitam a utilização de recursos e que aguarda novidades ligadas a projetos do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) Mobilidade e do PAC Pavimentação.
A Prefeitura já tem garantido R$ 19 milhões em recursos federais do PAC Mobilidade para investir em 12,11 km de ruas. Essa verba foi aprovada e liberada pela Caixa Econômica Federal em 11 de janeiro para requalificar as Avenidas Bandeirantes e Marechal Deodoro e as Ruas Guia Lopes e Brilhante. A malha viária da cidade tem mais de 2 mil km.
A execução dessa obra ainda está pendente porque o governo municipal defende a contratação do Exército. Esse processo ainda está em negociação.
Empreiteiras do Estado defendem que a licitação deveria ser dividida e o setor privado precisaria ser contratado, com risco de haver demissões se a proposta de realizar a requalificação ficar com equipes do Exército.