Cidades

Diz defesa

Suspeita de matar manicure está na Capital e deve se apresentar até terça-feira

Defesa da suspeita pediu revogação da prisão temporária e aguarda decisão judicial

Gabriela Antunes Santos, 20 anos, suspeita de matar a tiro a manicure Jennifer Nayara Guilhermete de Moraes, 22 anos, está em Campo Grande e deve se apresentar à polícia até terça-feira (2). A defesa fez o pedido de revogação da prisão temporária nesta sexta-feira (29) e aguarda decisão judicial.

A advogada que representa a suspeita, Estella Gisele Bauermeister, disse ao Portal Correio do Estado que Gabriela e a família estão sofrendo ameaças de morte e, por este motivo, ainda não se apresentou a polícia. A casa de Gabriela e da família foi depredada e já foi registrado um boletim de ocorrência por conta das ameaças que a família vem recebendo.

Estella disse que Gabriela pretende colaborar com as investigações e conta com despacho favorável do juiz. “A prisão temporária é porque não se sabia onde ela estava e não tinha como colaborar. Com a apresentação, ela não vai fugir ou não colaborar com as investigações, então não tem razão para manter a prisão”, disse Estella.

Outras duas suspeitas de participação no crime, Emilly Karoliny Leite, 19 anos, e uma adolescente de 16 anos, apontaram Gabriela como mentora e responsável pelo crime. 

Sobre esse fato, a advogada, que assumiu a defesa há dois dias, afirmou que já conversou com o delegado para se inteirar do inquérito e a primeira medida é aguardar decisão judicial para depois conversar sobre a versão de Gabriela para o crime.

CASO

Jennfifer foi morta a tiros no dia 15 de janeiro e foi localizada na Cachoeira do Ceuzinho no dia 16.

A Polícia Civil apurou que o homicídio aconteceu porque Gabriela e Jennifer tinham uma briga há cerca de quatro anos. A manicure havia namorado o atual marido de Gabriela e isso ainda era motivo de ciúmes.

Conforme apurado no inquérito, primeiramente Gabriela foi até Jennifer, que estava na casa de uma cliente no bairro Vida Nova. O argumento utilizado para a vítima entrar no carro e sair do local era de que Gabriela queria resolver a briga que as duas tinham há quatro anos.

Foi até mencionado que as duas seguiriam para a casa de uma outra pessoa, que mora nas proximidades da avenida Euler de Azevedo, sentido a cachoeira Ceuzinho. Nessa residência, seria o local para haver a intermediação sobre a briga.

Emilly e a adolescente de 16 anos, que é sobrinha do marido de Gabriela, estavam no carro, junto com as duas outras mulheres. Ao chegar no local do crime, Gabriela sacou uma arma e desceu do carro junto com a vítima, até a cachoeira, onde fez os disparos.

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