Quem procura vacina para o filho ou está grávida e precisa se vacinar contra a hepatite A e B não consegue a proteção na rede pública de saúde há pelo menos um mês. Algumas mães e grávidas entraram em contato com o Portal Correio do Estado para relatar essa carência nas Unidades Básicas de Saúde de Campo Grande.
Jeane Freitas de Jesus, 24 anos, disse que tenta há dois meses vacinar o filho contra hepatite A. Visitou três UBSs em diferentes partes da cidade nesse período, a Vida Nova, São Francisco e Nova Lima, mas não obteve sucesso. "Não tinha em lugar algum e depois de visitar o terceiro posto de saúde me falaram que não ia encontrar", lamentou.
O Ministério da Saúde passou a aplicar esse tipo de vacina em 2014, ela ainda foi incorporada no calendário básico de vacinação de crianças.
A proteção ainda faz parte de recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ela é aplicada em crianças na faixa de um a dois anos incompletos.
A vacina contra hepatite B, aplicada em grávidas, é outra em falta nas UBSs. Uma mulher, de 30 anos, que preferiu não se identificar, disse que foi nas unidades da Carlota e do Tiradentes, mas não obteve sucesso. Decidiu pagar R$ 100 por uma dose em um laboratório de Campo Grande.
"Falaram para mim que nem adiantava andar que não ia encontrar em outro lugar. Fiquei um mês procurando. Preferi pagar, mas achei um absurdo", reclamou a grávida.
SEM PRAZO
O secretário municipal de saúde, Ivandro Fonseca, reconheceu que há falta. "Tem algumas vacinas que não foram entregues (pelo Ministério da Saúde). Já fizemos contato e espero normalizar a situação em breve", disse em entrevista concedida durante a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento das Moreninhas, na noite de quinta-feira (11).
Ele não soube informar quando os estoques serão normalizados. A reportagem entrou em contato com o Ministério da Saúde, por meio da assessoria de imprensa, que informou que iria verificar a situação com o setor técnico.