Durante visita em Campo Grande, por ordem da presidente Dilma Rousseff, o ministro dos Esportes, George Hilton, enfatizou que o país inteiro precisa se mobilizar para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus. “Sem a população não conseguimos enfrentar o mosquito”, destacou.
Ainda conforme o ministro, a mobilização que ocorre com ajuda do exército, agentes de saúde, união, governos estaduais e municípios é para evitar a proliferação de casos das doenças. “A prevenção é a melhor forma de combater o problema e evitar gastos”.
Hilton informou ainda que a meta é que cerca de 3 milhões de imóveis sejam visitados em todo o país neste sábado.
O secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, explicou que toda a estrutura da saúde está mobilizada para combater o mosquito. Ainda conforme o secretário, cerca de 400 mil pessoas devem ser atingidas pelas ações da prefeitura.
O prefeito Alcides Bernal disse que o número de casos de dengue notificados em Campo Grande caiu drasticamente em fevereiro. Enquanto que em janeiro foram 8.078, este mês a saúde registrou 337 casos. “Vamos dar o exemplo que o Brasil precisa”.
Representando o governo estadual, a vice-governadora, Rose Modesto, também participou da ação e destacou os investimentos para combater a proliferação do mosquito em MS. “Montamos sala de monitoramento, investimos na tecnologia para combater os focos. Essa luta é de cada cidadão”, pontuou.
VISITAS
Mais de 300 mil imóveis da cidade serão visitados por agentes até o fim de fevereiro. A orientação do Ministério da Saúde é de que 100% dos imóveis em todo o país sejam vistoriados até março.
MOBILIZAÇÃO
Em Mato Grosso do Sul, 11 mil militares vão percorrer 16 municípios: Amambai, Aquidauana, Bela Vista, Campo Grande, distrito de Coimbra, Corumbá, Coxim, Dourados, Jaraguari, Jardim, Ladário, Miranda, Nioaque, Ponta Porã, Porto Murtinho e Três Lagoas. Na Capital, são cerca de 3 mil homens.
Os militares entregarão panfletos e, junto com os agentes de saúde dos estados, conversarão com a população sobre a importância de não manter criadouros do mosquito em suas casas. Em algumas situações podem ser aplicados larvicidas em depósitos de água nas residências, como caixas d'água. A ação, no entanto, dará prioridade ao diálogo e à informação à população.