Audiência marcada para ouvir depoimentos sobre o caso de exploração sexual infantil envolvendo empresários e políticos terminou antes do esperado, na tarde desta terça-feira (16), depois que menina de 12 anos ficou constrangida e não conseguiu falar. Para a adolescente ser ouvida, a Justiça irá realizar, em abril, "depoimento sem dano", que consiste em colocar a menor em uma sala com psicólogo e assistente social. Neste lugar, separado, ela receberá as perguntas e responderá.
Depois dela, a Justiça iria ouvir outras duas adolescentes envolvidas no caso e três acusados: Rosedália Alves Soares e Jorciane Soares Correia, apontadas como agenciadoras das menores e o empresário José Carlos Lopes, que teria feito programa com as meninas. Uma terceira envolvida, também acusada de ser agenciadora, Monica Matos de Souza, está foragida. O advogado dela já pediu habeas corpus e informou que cliente só se apresentará se o pedido for concedido.
DEPOIMENTOS
Apontado como mentor do esquema, Fabiano Otero manteve a versão de que a Rosedália é cafetina conhecida nas Moreninhas. O advogado da acusada, José Roberto Rodrigues da Rosa, diz que ela assume ser cafetina, mas não de crianças.
Já o policial civil que acompanhou as investigações disse que chegou a flagrar o encontro entre um dos acusados com uma menina.