A tentativa do guarda municipal e ex-motorista do prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP), Fabiano de Oliveira Neves, de desqualificar a Operação Coffee Break, por meio do seu suposto depoimento mentiroso prestado há cinco meses, não muda nada a investigação. “Que impacto isso vai ter? Nenhum enfrente ao contexto probatório. A operação já está no final e todas as diligências que foram solicitadas pela Procuradoria Geral de Justiça foram cumpridas. Só está faltando a juntada da análise bancária”, afirmou o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), promotor Marcos Alex Vera, classificou.
O chefe da equipe que apura os crimes de corrupção passiva, ativa e associação criminosa durante o processo de cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP), em março de 2014, classificou a atitude de ‘conversa de bêbado’.“Não estou entendendo nada. O que me chama a atenção são duas situações: ele não envolveu o nome do ex-governador André Puccinelli em nenhum dos depoimentos, tanto na Polícia Federal, quanto aqui no Gaeco, e, se ele sofreu ameaças antes quem me garante que ele não está sofrendo agora para mudar o depoimento?!”, pontuou.
(*) A reportagem, de Gabriela Couto, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.