Trecho de 200 metros de asfalto da Rua Jerônimo de Albuquerque, no Bairro Nova Lima, foi todo levado pela enxurrada do temporal da tarde anteontem. O problema poderia ter sido evitado, se as promessas dos administradores tivessem sido cumpridas. Há R$ 68.796.098,15 disponíveis, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para pavimentar ou refazer o asfalto de todas as ruas do bairro. A obra, porém não saiu do papel até hoje porque nenhum prefeito deu início ao processo licitatório para escolher a empresa que vai executar o projeto.
“A enxurrada arrancou o asfalto da rua em efeito dominó, de cima para baixo”, disse o vereador Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão. “Quando a chuva terminou, não tinha mais asfalto lá”, complementou.
A suspeita de moradores da região, uma das mais populosas de Campo Grande, é que a falta de manutenção nas vias de Campo Grande esteja diretamente relacionada à origem do problema. “Eles deixaram de fechar os buracos na parte alta da rua. Acredito que a enxurrada de outras chuvas causou uma grande infiltração, e o problema foi exposto nesta última chuva”, comentou Carlão. O asfalto da via foi feito há 15 anos, pela empresa Equipe Engenharia.
Na manhã de ontem, uma equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha) esteve no local para verificar a dimensão dos estragos. Nenhum dos engenheiros quis comentar, mas já sabem do trabalho que a prefeitura terá pela frente.
Na noite do estrago, parte da Rua Jerônimo de Albuquerque chegou a ser interditada pela Defesa Civil. Na manhã de ontem, porém, a rua foi liberada, e os carros e motocicletas tiveram de desviar dos blocos de asfalto que se desprenderam. A retirada desses blocos começou ontem à tarde.
ESTRAGOS
Além do Nova Lima, outros bairros da região norte de Campo Grande sofreram com os danos causados pela chuva de anteontem, como por exemplo, Monte Castelo e Jardim Anache são alguns deles. No Anache, parte de um condomínio e uma casa ficaram alagados.
Conforme a Defesa Civil, cerca de 14 árvores foram derrubadas com a força do vento que chegou a 62 quilômetros por hora, velocidade mais forte registrada em fevereiro.