A Bolívia vivia neste domingo (21) um dia tranquilo de votação para decidir se o presidente Evo Morales pode se apresentar a uma nova reeleição, o que lhe permitiria permanecer no poder, que exerce desde 2006, até 2025.
Na reta final da votação, que deve terminar às 16h locais (17h de Brasília), algumas seções não funcionavam de maneira adequada, provocando o protesto de eleitores, como em Santa Cruz (leste do país), onde algumas pessoas queimaram urnas e cédulas vazias.
Apesar destes incidentes isolados, a missão eleitoral da Unasul declarou em um comunicado que a "votação ocorria em um clima de absoluta tranquilidade".
Evo Morales votou na região de Chapare, no centro do país, e pediu "um recorde" de participação nas urnas. "Meu grande desejo é bater o recorde de 2009, no qual participaram 96% dos eleitores. Seria um dia histórico", declarou.
Até a semana passada, os partidários da reforma constitucional para permitir que Morales se candidate a um quarto mandato consecutivo estavam empatados. Mas as acusações que o afetam diretamente começam a mudar o panorama e, segundo pesquisas recentes, os partidários do Não (47%) superam os do Sim (27%).