A Secretaria de Saúde de Campo Grande e do Estado firmaram parceria com o Instituto Seiva Brasil para testar um equipamento que promete controlar o número de fêmeas do Aedes aegypti - vetor de doenças como a dengue, chikungunya e zika vírus - em até 4 mil metros de circunferência. O processo será realizado, a partir de terça-feira (23), no Bairro Cabreúva, na Capital.
O coordenador estadual de controle de vetores, Mauro Lúcio Rosário, explica que o equipamento pode auxiliar no combate ao mosquito, mas não descarta a ajuda da população.
"O equipamento pode ajudar, assim como o uso da crotalária, em ações paliativas, mas a população precisa fazer a parte dela e evitar a água parada", disse.
Denominado Mosquito Magnet, o aparelho norte-americano tem valor aproximado de R$ 10 mil, devido ao processo de importação. Ele utiliza produto a base de ácido lático, que imita o suor humano, para atrair a fêmea do mosquito. Em seguida, o inseto é sugado para dentro do aparelho e morre por desidratação no período de 24 horas.
Para seu funcionamento, também são necessárias quatro pilhas alcalinas e um botijão de gás, que tem o gás propano convertido em dióxido de carbono. O tempo de utilização, no modo econômico, é estimado em 30 dias.
A gestora de projetos inovadores do Instituto Seiva Brasil, Gracita Santos Barbosa, ressaltou que o controle mecânico do mosquito já é utilizado com sucesso em cidades como Valinhos, Campinas, Recife e Maceió. O objetivo agora seria torná-lo, por reconhecimento do Governo Federal, como de utilidade pública. Tal medida possibilitaria reduzir a incidência de impostos em 40%.
Quanto a escolha do bairro, o chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Alcides Ferreira, justificou que o Cabreúva possui 32 quarteirões e está localizado na área central, o que facilita o acesso de técnicos de que devem monitorar semanalmente o desempenho do aparelho por 30 dias.
Equipes da Secretaria de Estado de Saúde e do Município devem definir especificamente o local da instalação e aguardam os resultados para recomendar ou não a compra do equipamento recomendado para uso em creches, escolas, shows, condomínios e hospitais.
(Matéria atualizada para correção de valores)