“Meu mundo desabou”. Com apenas estas três palavras Ana Paula Lubas Garcia tentou descrever o que sentiu quando escutou do médico que o corpo avermelhado e inchado eram sintomas de zika. Gestante de 39 semanas, o parto, previsto para hoje, que antes era visto como o nascimento de mais uma filha, envolve agora pessoas engajadas na tentativa de desvendar os mistérios da nova e mais temida doença do Brasil transmitida pelo mosquito Aedes aegypti: o zika vírus.
A chegada da bebê será assistida por equipe multidisciplinar da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), além de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que colherão material tanto da gestante quanto da criança, para servirem como fonte de pesquisa a cientistas e infectologistas que correm contra o tempo a fim de descobrirem a dimensão dos malefícios da doença.
Sem imaginar, Ana Paula Lubas Garcia, grávida pela segunda vez, entra como personagem de uma história, a princípio nada boa, mas na esperança de um final feliz. No dia 24 de janeiro ela veio de Bonito, onde mora com o marido e a filha Radja Lubas Mathias, 5 anos, a Campo Grande, para ganhar a segunda herdeira, Najla Lubas Mathias.
(*) A reportagem, de Valquíria Oriqui, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.