O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou nesta quinta-feira (25) um recurso do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e manteve a reprovação pelo Tribunal Regional Eleitoral mineiro da prestação de contas da campanha que elegeu o petista em 2014.
Os ministros, no entanto, decidiram retirar a multa de cerda de R$ 50 milhões que havia sido aplicada pelo tribunal local.
A decisão do TSE não gera a perda do mandato do governador automaticamente, mas pode dar fôlego a um pedido de cassação de Pimentel que ainda está em discussão no TRE de Minas. O Ministério Público Eleitoral também deve avaliar o caso para apurar se houve abuso de poder político e econômico.
A maioria do tribunal seguiu o voto da relatora, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, que votou pela manutenção da rejeição das contas, mas defendeu a retirada da multa.
O TRE apontou como principal irregularidade a campanha do petista ter extrapolado em mais de R$ 10 milhões o limite previsto de gastos. No pedido de registro de candidatura, Pimentel estimou os gastos de sua campanha em R$ 42 milhões. O custo da campanha do petista, porém, alcançou R$ 50 milhões. Em sua defesa, os advogados do petista afirmaram que "a questão foi meramente contábil".
Em julgamento que iniciou em 2015, a ministra defendeu que o candidato extrapolou o teto de gastos sem fazer nenhum ajuste durante a campanha. Maria Thereza, no entanto, afirmou que não caberia a aplicação da multa, uma vez que a prestação de contas é julgada a partir de informações fornecidas pelo candidato, não permitindo defesa. Segundo ela, o instrumento correto para discutir a penalidade seria uma representação.