José Ferreira da Silva, de 68 anos, proprietário de um ferro velho localizado na rua Jatobá, no bairro Guanandi, foi preso, na manhã desta quarta-feira (2), acusado de crime ambiental e furto qualificado. Segundo o delegado Wilton Vilas Boas, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e de Proteção ao Turista (Decat), o empresário foi detido após descumprir 10 notificações da prefeitura para que limpasse o local onde foram detectados diversos focos do mosquito Aedes aegypti.
Além de contribuir para a proliferação do vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya, o idoso furtava energia elétrica e água por meio de “gato”. Conforme Vilas Boas, José não cumpriu as notificações por questões financeiras. “Ele falou que não tinha dinheiro para limpar o local”. Por 10 vezes equipe da prefeitura pediu que pneus, carcaças de automóveis e recipientes que acumulavam água, fosse retirado e limpo.
Caminhões do Exército Brasileiro (EB) começaram a fazer a retirada do entulho que deve continuar ainda nesta quinta-feira (3). O aposentado será indiciado por crimes ambientais como poluição ambiental e falta de licença ambiental, que vão de dois a cinco anos de prisão, e também de furto qualificado, que varia de dois a oito anos de reclusão, além de outro tipo de crime que oferece perigo para a vida e saúde de outras pessoas. “No chão, fio elétrico desencapado e exposto roubava energia de poste e colocava em risco a vida das pessoas que passavam pelo local”, enfatizou o delegado responsável pelo caso.