Animais domésticos poderão ser transportados nos ônibus de Campo Grande, caso os vereadores anulem veto do prefeito Alcides Bernal (PP). O tema será votado, nesta quinta-feira (3), junto com outras negativas como acesso mais rápido de idosos ao atendimento médico e que proíbe a incineração de lixo.
Edson Shimabukuro (PTB) admitiu que a princípio parece estranho o transporte de animais domésticos nos ônibus, porém justifica que a medida facilitará o deslocamento para tratamento veterinário e campanhas de vacina. “É polêmico, mas até shopping permite acesso”, pontuou.
Dentre as regras previstas estão o limite de peso em 16 quilos, carteira de vacinação em dia, transporte em caixas resistentes e a prova de vazamentos, além de limitação a dois animais por veículo. Caso este ocupe um assento, uma passagem extra deverá ser paga.
O vereador ainda tem outro veto a ser avaliado que prevê limite máximo de sete dias para a realização de consultas e exames médicos no caso de pessoas com idade superior a 60 anos. Intervenções cirúrgicas, quando constatada a necessidade, teriam prazo de 30 dias.
Nos dois casos o veto ocorreu, conforme Edson, porque o prefeito não entendeu o projeto e as regulamentações previstas em seu texto. Já o presidente da Casa de Leis, João Rocha (PSDB), declarou na semana passada que “se tiver que derrubar [veto], vamos derrubar”. Neste caso, seriam necessários 20 votos.
Há ainda na pauta de hoje um veto a projeto que proíbe a incineração de resíduos sólidos na Capital. Na justificativa do Executivo, se pontuou que o tema deve ser avaliado com cautela por se carecer de “estudos específicos tanto dos fins socioeconômicos, bem como dos riscos eminentes a saúde pública e ambiental”. Tal tecnologia pode ser empregada para prolongar o uso de aterro sanitário.