Campanha foi lançada para arrecadar alimentos a famílias moradoras da comunidade Cidade de Deus, em Campo Grande, cuja renda que era obtida com recolhimento de materiais recicláveis foi comprometida depois do fechamento do Aterro Sanitário, o lixão da cidade, ocorrido no domingo (28). A iniciativa é do Instituto Filhos da Divina Misericórdia, que funciona na região.
De acordo com a vice-presidente do instituto, Delair Urias Coelho, pelo menos, 429 famílias que moram na comunidade dependem do dinheiro adquirido com a venda de materiais recicláveis e, por conta do fechamento do lixão, algumas já passam dificuldades. “Nosso objetivo é arrecadar alimentos e materiais de higiene para montarmos uma cesta básica para cada família que está desempregada. Um pacote de arroz já ajuda muito”, disse.
O instituto é coordenado pelo padre Agenor, da Paróquia Nossa Senhora da Guia, e fica na entrada da comunidade Cidade de Deus, pelo acesso à rodovia BR-262. Voluntários podem ter mais informações pelo telefone (67) 8152-6953.
Em apoio aos coletores de materiais recicláveis, a Comissão Regional de Justiça e Paz (CRJP) e o Centro de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã (CDDH), reúnem-se às 11h30min desta sexta-feira (4), na prefeitura, para tentar reunião com Alcides Bernal.
IMPASSE
O aterro está fechado há cinco dias em razão de decisão da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, sob justificativa que a Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR) está pronta e operando, portanto os coletores devem ser remanejados para o novo setor de reciclagem.
A prefeitura da Capital entrou com pedido para mais 30 dias de lixão aberto. No entanto, não foi atendida pela Justiça. A recusa gerou revolta aos trabalhadores que, em protesto, bloquearam trecho da BR-262.