A polícia não tem dúvidas de que Rian Brito viajou para Quissamã, onde foi encontrado morto nesta quinta-feira (3), por vontade própria e sozinho. Durante os nove dias em que Rian estava desaparecido, os policiais traçaram o perfil do jovem de 25 anos e não se surpreendeu com a viagem do músico. Rian gostava de meditar em locais isolados, fazer trilhas e ter contato direto com a natureza. Além disso, também tinha o hábito de fazer jejum.
Para os investigadores, Rian planejou a viagem com antecedência e, por isso, uma perícia deve ser realizada no computador dele para avaliar o histórico de pesquisas feito pelo neto de Chico Anysio. A delegada Ellen Souto, titular da DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros), também pediu que fosse feito um exame para saber se o jovem tinha usado drogas.
As informações foram reveladas pela delegada em entrevista coletiva na manhã desta sexta (4). Segundo ela, já era madrugada do dia 24 fevereiro quando Rian chegou a Quissamã, cidade que fica a 241 kms da capital. Uma das dúvidas da delegada é saber como ele foi até o Parque Nacional da Restinga da Jurubatinga, um local de difícil acesso.
No dia 23 de fevereiro, Rian foi de carona com a mãe até uma autoescola em São Conrado, zona sul do rio. Segundo a polícia, ele inventou que assistiria a uma aula, mas assim que chegou ao local caminhou até um shopping, onde sacou R$ 500. Ali, pegou um táxi e foi direto para rodoviária do Rio.