A dona de bar, localizado próximo à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, decidiu implantar uma medida para tentar diminuir o tumulto na região. A partir desta sexta-feira (11), Grazielle Soares Neves cobra mais caro a cerveja para quem é identificado como "baderneiro".
Outra medida realizada é contar com o apoio de dois seguranças para orientar os frequentadores a não ficar no meio da rua e tentar conter qualquer princípio de confusão. Os homens também passaram a monitorar quem tenta usar droga no entorno ou mesmo procurar traficar.
A região ficou conhecida por conta de problemas ocasionados entre frequentadores dos bares que ficam na Rua Trindade e a Polícia Militar. Como o público, a maioria jovens, permaneciam fora da calçada e promoviam algazarras, moradores fizeram dezenas de reclamações. Toda vez que a PM aparecia, havia princípio de confronto.
"Posso perder um pouco de movimento agora, mas lá na frente vai ser muito melhor. Fiz isso depois de conversar com os universitários e atléticas. Quem vem aqui para bagunçar não é bem vindo. Espero que melhore para todos", disse Grazielle, dona do estabelecimento há sete anos.
Toda sexta-feira, há promoção e a cerveja sai por R$ 5. Mas quem não está cadastrado no bar ou pelas atléticas da UFMS, vai pagar mais caro. O valor começa em R$ 10.
A iniciativa representa ações apenas no bar de Grazi, como é conhecida. Os outros proprietários, até o momento, não se posicionaram em como tentar conter a situação.
Universitários também criaram uma espécie de "croqui" para orientar os frequentadores. Fazer bagunça no meio da rua "é proibido" segundo o regulamento criado. "A bem da verdade que nem são os universitários os verdadeiros baderneiros aqui", opinou a dona do bar.
Mapa criado por universitários para tentar coibir a bagunça na Rua Trindade, na Capital - Reprodução