Os crescentes casos e notificações de dengue, febre chikungunya e zika - transmitidos pelo Aedes aegypti - forçaram a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) a lançar nova iniciativa no combate a proliferação do vetor. Batizado de “Colaborador Voluntário”, o projeto pretende designar um “guardião” para cada prédio de circulação pública, que, por meio de aplicativo ligado à Sala de Situação da pasta, notifica a existência de um foco com larvas do mosquito para a consequente intervenção imediata de agentes comunitários de saúde.
Em um primeiro momento a proposta foi implantada nas instalações da SES e da governadoria, e, em seguida, atingiu entidades parceiras como o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e o Ministério Público Estadual (MPE), além de escolas da rede pública. De acordo com o secretário estadual de saúde, Nelson Barbosa Tavares, o Colaborador Voluntário é inédito no país e deve envolver 50 mil pessoas.
“Nós nomeamos uma pessoa, que entra no tablet e ela vai ter um aplicativo que é ligado à nossa Sala de Situação. Quer dizer, nós temos isso em tempo real, o que é muito legal. Não se baseia em relatório, que você toma uma medida daqui a 30 dias ou 60 dias. Não. É em tempo real. A pessoa identifica o foco e nós intervimos imediatamente”, explica. O aplicativo, que terá uma nova versão lançada nesta semana, pode ser acessado também em smartphones.
A iniciativa será ampliada para parte dos prédios de circulação pública do Estado, como centros comerciais e lojas de grande porte. “Cada prédio, que seja público no sentido amplo da palavra, não um domicílio privado, mas o shopping, por exemplo ,terá um responsável”, continua Tavares. Conforme o titular da SES, o guardião responsável será treinado e ficará encarregado de instruir as pessoas que trabalham e frequentam determinado local. “Vai ter o nome dela exposto, o telefone. Se alguém achar que tem alguma coisa errada é só procurar ela. Ela é responsável por treinar as pessoas, capacitar, saber que a pessoa não pode deixar um copinho, dizer onde tem um cesto de lixo. Essa pessoa vai dar essas orientações, ela é treinada”.
*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.