Termina nesta quinta-feira (17) a paralisação nacional de professores, que contou com adesão das escolas municipais de Campo Grande.
A prefeitura da Capital ainda não divulgou a quantidade de alunos que ficaram sem aula desde que a paralisação começou, na terça-feira.
Em Campo Grande, a reivindicação dos profissionais é sobre o reajuste salarial conforme o piso nacional, de 11,36%. Na última negociação com a categoria, o prefeito Alcides Bernal (PP), pediu prazo de 40 dias para apresentação de proposta, os profissionais aceitaram.
PRESSÃO
Cerca de 200 professores lotaram a Câmara Municipal no intuito de cobrar interlocução com Bernal para que o prazo seja reduzido para apresentação de proposta.
O presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Lucílio Souza Nobre, pontuou na tribuna da Casa de Leis que se as negociações não avançarem uma nova paralisação pode ser iniciada. "Se tivesse dado o reajuste no ano passado estaríamos em outro nível de conversa".
Gritos de cumpra a lei ecoaram no plenário. Marcos Alex (PT) ressaltou que Bernal mantém discurso de palanque, mas não sinaliza uma solução concreta. O petista, ex-líder do prefeito, exigiu a ida do secretário de governo e vereador cassado Paulo Pedra para explicar a demora nas negociações, uma vez que discursos anteriores dele indicavam haver dinheiro em caixa.
Os manifestantes sugeriram que os vereadores trancassem pauta, porém Edil Albuquerque (PTB) e Vanderlei Cabeludo (PMDB) disseram ser impossível travar os trabalhos quando inexiste projeto encaminhado pela prefeitura. Houve sugestão de uso do duodécimo para pagamento do reajuste, porém sua devolução não pode ter definição imposta ao Executivo.