No menor protesto anti-Dilma em Brasília desde a escalada da última semana, cerca de 2.000 manifestantes (estimativa da Secretaria de Segurança Pública) se reúnem na Praça dos Três Poderes, à frente do Palácio do Planalto nesta segunda-feira (21).
Embora o protesto tenha recebido apoio do Movimento Brasil Livre e do Vem Pra Rua, esses organizadores não trouxeram suas faixas ou carros de som. Diferentemente das outras manifestações pró-impeachment, essa não foi marcada por confrontos entre os manifestantes e a polícia até as 19h30.
Alguns manifestantes utilizaram fogos de artifício para chamar atenção. Eles chegaram a projetar a palavra impeachment na lateral do Palácio do Planalto.
Nos anteriores, os manifestantes chegaram a jogar bombas contra a polícia e tentaram invadir o Palácio do Planalto. A polícia precisou intervir com spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo. Alguns chegaram a ser detidos.
Até as 19h30, a Secretaria de Segurança Pública não havia divulgado o número de policiais e bombeiros destacados para fazer a segurança do protesto.
Segundo alguns manifestantes, a ausência de organizadores causou o baixo comparecimento.
"Como hoje não houve um chamado mais forte desses organizadores maiores, o público veio em menor número. E também, não dá pra ficar vindo pra rua todo dia", diz Frederico Goulart, 36, dentista.
Manifestantes que vieram de fora de Brasília chegaram a acampar no estacionamento do Supremo Tribunal Federal na noite do domingo (20), mas não foi suficiente para atrair um público maior.