Cerca de 30 moradores do bairro Coophavila II e regiões adjacentes protestaram, nesta terça-feira (22), contra o suposto fechamento do Centro Regional de Saúde (CRS) Doutor Waldeck F. de Castro Lima. A prefeitura de Campo Grande nega o fechamento da unidade.
Presidente do Portal Caiobá, Jafé Santos, 42 anos, disse ao Portal Correio do Estado que há informações de que a unidade seria fechada para reforma devido a problemas estruturais. Os moradores, no entanto, temem que o CRS não reabra depois da reforma por conta de remanejamento de funcionários para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Santa Mônica e Leblon, que serão inauguradas no fim do mês.
“Nós queremos uma garantia. Ou que a reforma seja feita por partes sem que o atendimento seja suspenso, como já foi feito outras vezes, ou que o prefeito assine um termo de compromisso de que a unidade vai reabrir depois da reforma”, disse o gestor público Marcos Antônio Braga, integrante da associação de moradores do Portal Caiobá I.
A Prefeitura de Campo Grande informou, por meio de nota, que a inauguração da UPA do Jardim Leblon não implicará em qualquer alteração no atendimento do CRS Coophavila.
Ainda conforme a prefeitura, a escala de reforma não interrompe o atendimento das unidades e em eventual reforma do CRS, também não haverá paralisação.
A única unidade de saúde que será fechada por conta da inauguração das UPAs será o CRS Guanandy, que fica na mesma região, da mesma forma como ocorreu com o CRS Moreninhas na inauguração da UPA do bairro.
INQUÉRITO
O Centro Regional de Saúde Coophavila II é alvo de investigação do Ministério Público Estadual (MPE) por apresentar falta de médicos, aparelhos e insumos, além de mais de 20 irregularidades
No inquérito aberto pela promotora de Justiça Paula da Silva Volpe, da 22ª Promotoria da Capital, foram apontadas diversas irregularidades que prejudicam a eficaz prestação de serviços à população, como o mau estado de conservação, estrutura física comprometida por infiltrações, rachaduras, deficiência na limpeza dos ambientes.
Em razão disso, o Ministério Público recomendou que a Prefeitura de Campo Grande adote, em até 30 dias, providências necessárias para regularizar a situação do centro de saúde.