Famílias que viviam na favela Cidade de Deus e foram transferidas para lotes no Bom Retiro, em Campo Grande, denunciaram que há tentativa de pessoas em dar golpe e tentar comprar terreno subsidiado.
Durante visita do prefeito Alcides Bernal (PP) ao Bom Retiro, neste sábado pela manhã (26), moradores disseram que algumas pessoas estão montando barraco e aguardando que a prefeitura conceda lote e casa.
A prefeitura da Capital começou a remanejar, em 11 de março, os moradores da comunidade que ficava no bairro Dom Antônio Barbosa para outras quatro áreas da cidade: Bom Retiro (118 lotes), Vespasiano Martins (43 lotes), Jardim Canguru (40) e em outro bairro nas proximidades do Dom Antônio. O governo não divulgou os lotes dessa outra área.
Quem foi encaminhado para esses lotes terá subsídio de R$ 16 mil do governo municipal para construir casa em terreno de 10x20 metros.
O valor total a ser cobrado dos moradores será R$ 54 mil (R$ 40 mil do terreno e R$ 14 mil para imóvel de 45 metros quadrados), com prazo de 25 anos para pagamento e carência para iniciar a quitação.
"Precisa ter fiscalização e essas pessoas não podem ganhar esse direito", opinou Nazaré Pereira, de 46 anos, que morou na Cidade de Deus por três anos com o marido e dois filhos. Agora ela está no Bom Retiro aguardando apoio da prefeitura para construir sua casa.
Alcides Bernal afirmou que ninguém que não esteja na lista social de 390 nomes cadastrados anteriormente pelo serviço de assistência social será beneficiado. "Não vamos permitir (que pessoas montem barracos irregularmente)", garantiu.
CONSTRUÇÃO
A prefeitura programou para segunda-feira (28) iniciar o apoio aos moradores para a construção de residências no bairro Bom Retiro. No Vespasiano Martins, esse suporte técnico já teve início.
As famílias precisam participar do processo para erguer as casas, em sistema de mutirão. O governo municipal fornecerá material e também auxílio na mão de obra.