A Justiça Estadual não conseguiu localizar Fabiano Viana Otero, 34 anos, acusado de aliciar adolescentes para programas sexuais com políticos e empresários de Campo Grande.
Em 11 de fevereiro, ele foi sentenciado a cumprir 11 anos e 11 meses de reclusão, mas enquanto o processo não é transitado em julgado, a determinação foi de que ele poderia cumprir a condenação em prisão domiciliar.
Ainda fazia parte da sentença que oficial de justiça deveria comprovar o cumprimento da medida por meio de visitas. No começo do mês, o juiz Albino Coimbra Neto, da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, expediu mandado de constatação.
Depois de vistoria na quinta-feira (17) no endereço que Fabiano havia informado, a reportagem apurou que o oficial de justiça não conseguiu localizar o acusado.
A casa, que fica em bairro da região norte de Campo Grande, era alugada e a dona do imóvel informou que ele havia se mudado e não soube dizer qual seria o paradeiro dele.
Em sentença, o magistrado determinou que o oficial de justiça faça ao menos seis visitas para tentar confirmar se Fabiano Otero estaria cumprindo a sentença de prisão. Se fosse constatado o não cumprimento, o juiz determinou que a Justiça e o Ministério Público fossem informados com urgência.
Na quarta-feira (23), último dia útil de trabalho na Justiça Estadual antes do feriado prolongado, o caso foi informado às autoridades.
AMEAÇADO
Em 1º de dezembro 2015, o advogado do acusado, Amilton Ferreira de Almeida, confirmou ao jornal Correio do Estado que Fabiano vinha sofrendo ameças de morte. Por isso, precisaria mudar-se de casa.
Otero, que é natural de Ponta Porã, 346 quilômetros de Campo Grande, foi o delator ao Ministério Público Estadual de esquema que envolvia o ex-vereador Alceu Bueno e o ex-deputado estadual Sérgio Assis. O caso foi descoberto em abril do ano passado.