Depois de reunião realizada com 24 categorias, nesta quinta-feira (31) no Paço Municipal em Campo Grande, o prefeito Alcides Bernal (PP) anunciou reajuste linear de 9,57% para todos os funcionários do município. O reajuste será anotado na folha de maio e pago, a partir de junho, de forma escalonada. Uma das categorias, a dos administrativos da educação, rejeitou a proposta e continua em greve.
Servidores com referência de 1 a 7 receberão reajuste integral em maio. Os de referência 8 a 10 receberão 5,57% em maio e a diferença em dezembro. Para os trabalhadores de referência 11 a 16, o reajuste será de 3,57% no mês cinco e o restante também no fim do ano. Outros benefícios como o vale alimentação não entraram em discussão neste reajuste.
“Sabemos que é um ano eleitoral e Campo Grande continua com nome no Cadin, o que causa prejuízo enorme. Recebemos as pautas de reivindicação e muitos imaginavam reajuste zero. Mas apesar das dificuldades e crise financeira vamos dar reajuste para todos servidores em percentual linear. Não vamos prometer o que não vamos cumprir. As condições financeiras estão precárias e mesmo assim estamos encaminhando o projeto para Câmara. Temos certeza que vão aprovar”, declarou o prefeito.
Durante a reunião, alguns servidores questionaram o fato de alguns funcionários receberem valores abaixo do salário mínimo e também a diferença entre as remunerações pagas a funcionários da Organização Mundial para Educação Pré-Escolar (Omep) e Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária (SSCH).
Em relação a essas demandas, o prefeito deixou claro que terão novas negociações e que a intenção é acabar com essa diferença. Ele reforçou que a situação vivenciada é herança da gestão anterior.
A FOLHA DE PAGAMENTO
Hoje, o impacto da folha de pagamento dos servidores no orçamento do município é de R$ 90,7 milhões. Com o reajuste anunciado, serão outros R$ 3,6 milhões em maio e R$ 8,6 milhões em dezembro.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campo Grande (Sisem) é um dos sindicatos que não aprovou reajuste e, portanto, mantém a greve. Na sexta-feira (1º), eles devem acampar em frente à Prefeitura, onde devem almoçar. Eles acreditam que outros sindicatos também vão aderir ao ato.
O prefeito sai do Paço Municipal e segue para a Câmara para entregar o projeto ainda hoje.
ABONO SALARIAL
Enquanto isso, o governo do Estado vai conceder abono salarial para os servidores neste ano. Segundo o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, o valor do abono será de 4,5% a 20%, conforme a faixa salário do servidor: os que ganham mais terão abono menor e vice-versa.
Ao todo, 40 sindicatos estão participando de reunião nesta quinta-feira (31) para avaliarem essa proposta.
O diretor do Sindicato dos Policiais Civis de MS (Sinpol), Giancarlo Corrêa Miranda adiantou que a categoria é contra o abono e deve se reunir em assembleia para decidir ou não pela greve. (Colaborou Anny Malagolini)