O protesto de policiais civis e militares não é encarado como retaliação pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Isso porque houve, nesta sexta-feira (1º), troca de comando na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sejusp), mesmo período em que as categorias questionam a concessão de abono ao invés de reajuste.
“Melhoramos efetivo, estamos tendo grande compra de equipamentos, tivemos avanço no número de pessoal e essa manifestação já estava marcada anteriormente, não é retaliação ao novo secretário. Estamos oferecendo alguma coisa de reajuste e esse será um diálogo interno que o secretário vai ajudar”, pontuou Reinaldo.
Policiais civis e militares protestam, na verdade, contra o anúncio da concessão de abono salarial . proposto pelo governo. Sindicatos pontuam que o aumento de R$ 200 tem o risco de ser retirado a qualquer momento por se tratar de benefício e não reajuste na remuneração dos servidores. Existem ainda denúncias de que agentes necessitam comprar munição e combustível para trabalhar.
Enquanto os policiais militares decidem em assembleia se ficarão aquartelados, os civis paralisam a confecção de boletins de ocorrência e investigações no Estado. As exceções são aplicadas apenas a crimes em flagrante, violência doméstica e cumprimento de mandados de prisão.