Os principais partidos começam a delinear a estratégia para as eleições municipais em Campo Grande. A princípio, todos falam em candidatura própria à sucessão do prefeito Alcides Bernal (PP). Mas nem todos conseguirão sustentar chapa própria. O caminho será alianças partidárias. O PMDB, por exemplo, sofreu duras derrotas em 2012 para Bernal e, em 2014, para Reinaldo Azambuja (PSDB) ao governo do Estado.
E o PMDB corre ainda o sério risco de ser abatido novamente nas urnas nas eleições deste ano por escassez de pré-candidato a prefeito em condições de enfrentar de igual os rivais. A saída do partido seria apoiar o ex-peemedebista Nelsinho Trad, hoje no PTB. Por oito anos, Nelsinho foi prefeito da Capital filiado ao PMDB. Saiu por falta de espaço e, agora, poderá abrir as portas para receber o ex-partido na sua batalha eleitoral.
O que falta é acertar os detalhes da aliança. Por enquanto, tudo não passa de conversas nos bastidores da Assembleia Legislativa, escritórios políticos e jantares. Nelsinho, ao contrário do que fez na articulação de sua candidatura a governador, em 2014, está mais ativo nas negociações políticas. Ele está conversando com todas as lideranças políticas e surpreendendo até os ex-colegas do PMDB.
O maior obstáculo de Nelsinho não é político. É doméstico. Ele precisa se acertar com o irmão, deputado estadual Marquinhos Trad (PSD), para apenas um sair candidato a prefeito. Marquinhos será o maior adversário do irmão, Nelsinho, na definição dos pré-candidatos a prefeito.
Os dois estão conversando muito. Mas sem avanço nas negociações políticas. “Se eles não tiverem juízo, vão jogar uma eleição para o ralo”, comentou uma importante liderança do PMDB.
*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.