Após cinco dias de greve e sem avanço nas negociações de aumento salarial junto à prefeitura de Campo Grande, o Sindicato dos Servidores Municipais (Sisem) faz mobiliação na Câmara Municipal, nesta terça-feira (05), na tentativa de barrar aprovação do Projeto de Lei que propõe reajuste escalonado de 9,57% aos servidores municipais. Insatisfeitos com as propostas do prefeito Alcides Bernal (PP), médicos realizaram assembleia nesta segunda-feira (4) para debater o assunto. Agentes comunitários avaliam ainda esta semana se nos próximos dias também cruzam os braços.
Previsto para ser votado nesta terça-feira (5), administrativos da educação devem lotar a Casa de Leis na tentativa de não deixar que o pagamento escalonado seja aprovado. A greve foi deflagrada na última quinta-feira (31) por tempo indeterminado diante da rejeição do aumento parcelado oferecido por Bernal.
Segundo a direção do Sisem, a categoria já elaborou a contra proposta do executivo onde pede 11.60% de reajuste linear e sem escalonamento, além de aumento de 110% do bolsa-alimentação que hoje varia de R$ 190 a R$290. Outra reivindicação é salubridade para merendeiras,e progressão da letra de 15% e 65% em cima do pró-funcionário (curso técnico que os técnicos administrativos fazem).
Outra possível greve pode ser deflagrada na próxima semana caso esta também seja a decisão dos agentes comunitários de saúde. Nesta terça-feira (5), das 11h20min às 12h20min a categoria se reúne em frente ao Paço Municipal como forma de chamar a atenção do Chefe do Executivo.
MÉDICOS
Os médicos debateram sobre a data base, onde a classe analisa o escalonamento que oferece reajuste de 3% neste mês e 6,57% em dezembro, a mudança de nível 15 para 17, e o adicional de responsabilidade técnica, que proporciona à categoria adicional de percentual para se ter ganho melhor.
Segundo o presidente do sindicato, Valdir Siroma, a classe pede reajuste integral a partir de maio. “A formação médica é diferente das outras profissões. Além de terminar a faculdade que dura seis anos, a pessoas faz dois de residência e dois especialização. Ou seja, são mais de 10 anos de estudo. A partir daí tem que começar a ver que não dá para ficar todo mundo no mesmo nível, pois o avanço tecnológico faz com que tenhamos que nos aperfeiçoarmos, e isso custa dinheiro”, declarou médico e sindicalista.