Na primeira reunião do comitê criado pelo Governo do Estado para discutir estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou que quer usar R$ 40 milhões bloqueados em fundo de compensação ambiental para auxiliar prefeituras a dar fim a lixões e construir aterros sanitários.
No ano passado, em agosto, lei federal que proibia existência de lixões chegou a entrar em vigor, mas foi prorrogada pelo Senado e agora só valerá em 2018.
Segundo o governador, uma das principais ações que devem auxiliar no combate aos criadouros do mosquito é acabar com os lixões. Para isso, Azambuja quer ter acesso a R$ 40 milhões que hoje existem em contas do fundo de compensação ambiental, criado em 2009 e que acumula valores pagos por empresas que se instalam no Estado e que a atuação pode gerar impacto ambiental.
“Precisa trabalhar questão do lixo. Tem um dinheiro de compensação bloqueado, o recurso não é usado. O que é mais ambiental que o combate ao lixão?”, questionou o governador.
Justificando o uso do valor, Azambuja ainda afirmou que a estrutura do Aquário do Pantanal também recebeu recursos desse fundo, logo, a construção de lixões também poderia receber o valor.
O governador afirmou que irá se reunir com o secretário do Meio Ambiente, Jaime Verruck, e que todas as providências para ter acesso aos recursos serão tomadas. “Inconcebível nos dias de hoje ter milhões parados em contas que não são utilizadas. A dificuldade não é construção do aterro, mas a manutenção”.
A próxima reunião do comitê está marcada para o dia 26 de abril, quando mais detalhes sobre o uso dos recursos podem ser discutidos.