Durante protesto de servidores municipais, na manhã desta quinta-feira (7), em frente da prefeitura da Capital, o prefeito Alcides Bernal (PP) se reuniu com lideranças do Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Campo Grande (Sisem) e afirmou que irá esperar relatório e parecer do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e da procuradoria jurídica da prefeitura para saber se poderá conceder o reajuste de 9,5% a servidores.
Na terça-feira (5), vereadores e sindicalistas, durante sessão noturna na Câmara, rejeitaram projeto de reajuste de Bernal. Com isso, ontem, a prefeitura anunciou aumento de apenas 2,7% porque o período eleitoral já começou e prefeitos só podem dar reajuste com base na inflação dos primeiros três meses do ano.
Hoje, em reunião com sindicalistas, Bernal afirmou que se depender dele dará os 9,5% de aumento, mas que precisa saber se o reajuste é legal. “Se depender da vontade política do prefeito, mantemos a proposta dos 9,57%. Lamentavelmente, não depende só da minha vontade política”, afirmou.
Dessa forma, o reajuste dos servidores permanece indefinido até que os relatórios da procuradoria jurídica e do TRE fiquem prontos e indiquem se o aumento proposto poderá ser pago aos servidores.
CONTRAPROPOSTA
Diante do impasse, sindicalistas pediram ao prefeito uma série de benefícios que se aprovados não interferiam na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e no período eleitoral por se tratarem de benefícios e não de reajuste.
Entre os pedidos dos servidores estão aumento da bolsa alimentação de R$ 400 para R$ 600, aumento da bolsa dos agentes comunitários para R$ 320, a produtividade para R$ 100, entre outros benefícios.
O prefeito não afirmou se atenderá os pedidos, só disse que tudo precisa ser protocolado. Bernal pediu, ainda, que a categoria que está de braços cruzados volte ao trabalho e que outros servidores não entrem em greve.