Assembleia geral dos professores municipais de Campo Grande deliberou greve geral a partir de 26 de abril, caso até esta data a prefeitura não pague o reajuste conforme lei local.
Em torno de 1 mil servidores compareceram à sede do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), no Centro da Capital, segundo a diretoria da entidade.
A partir desta terça-feira (12), membros do sindicato visitarão as escolas de Campo Grande para explicar aos professores as deliberações tomadas na assembleia e orientar sobre a forma de atuar no período de paralisação. Essas conversar seguem até 25 deste mês.
Outra atividade já confirmada é movimento programado para dia 19, com passeata pelas ruas da cidade até a sede da prefeitura. A intenção é forçar o prefeito Alcides Bernal (PP) atender uma comissão para tratar sobre o não cumprimento da lei municipal 5.411/2014.
A situação que deixou a ACP e servidores menos pacientes com o governo municipal foi o envio à Câmara de proposta de reajuste diferente do que previa a legislação aprovada na época que Bernal assumiu seu mandato.
Em 15 de março, jurídicos da prefeitura e do sindicato haviam firmado pacto para manterem negociação e suspender disputa jurídica em torno do reajuste. O prazo para se chegar a acordo era de 40 dias, ou seja, ainda não havia esgotado-se.
"Ele está perdido. Se contradiz e nós entendemos que isso foi uma falta de respeito total", apontou o presidente da ACP, Lucílio Nobre.
PROPOSTA NA MESA
A negociação de reajuste salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino tenta emplacar aumento de 11,36%, referente ao índice anual.
O pagamento do novo salário seria a partir de maio. Além disso, no mesmo mês, 6,5% seriam pagos referente à integralização dos vencimentos (que é de 13% e vem sendo adiada desde o ano passado).
A lei 5.411/2014 trata sobre a equiparação do piso nacional à carga horária de 20 horas semanais.
Ainda não está agendada nova reunião da categoria com o prefeito Alcides Bernal para deliberar sobre novas conversas. "A greve é ruim para todo mundo", disse o presidente da ACP.