Requerimento protocolado na Assembleia Legislativa questiona a concessionária Águas Guariroba sobre a real quantidade de tratamento de esgoto que a empresa promove em Campo Grande.
O deputado estadual Felipe Orro (PSDB) é o autor do documento, que ainda será colocado para votação no plenário. No caso de aprovação, a Águas terá 30 dias para informar detalhes sobre a qualidade do serviço prestado.
Foi apurado pelo parlamentar que a rede estende-se por toda a Capital, mas nem todas as casas estão ligadas ao serviço. Questões técnicas estariam vinculadas a essa situação, como tubulação ficar no nível superior ao encanamento do imóvel.
O mesmo documento pretende apurar o volume de esgoto tratado. Orro informou que há suspeita de que nem tudo que vem sendo coletado passa por processo de purificação. Apesar disso, na conta do serviço, o contribuinte paga taxa pelo tratamento.
O questionamento contém cinco perguntas:
1 - quantidade e percentual respectivo de unidades de consumo, entre as que têm acesso ao fornecimento de água potável em Campo Grande, atendidas pelo sistema de coleta de esgoto;
2 - das unidades consumidoras desta Capital, quantas pagam pelo serviço de coleta de esgoto e em que percentual;
3 - em se tratando de residências, qual o percentual de domicílios campo-grandenses atendidos pelo sistema de coleta de esgoto;
4 - qual o volume de esgoto coletado, diária e mensalmente, e o efetivamente tratado;
5 - quantas estações de tratamento são mantidas pela empresa nesta Capital e qual a capacidade de tratamento total e individual de cada unidade.
"Será colocado em votação e, se aprovado, a empresa Águas Guariroba tem o prazo de 30 dias para prestar as informações solicitadas, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade se assim não proceder", informou o deputado, via assessoria de imprensa.