Francimar Câmara Cardoso, 31 anos, acusado de matar o professor Bruno Soares da Silva Santos, 29 anos, foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado. O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (13), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.
O crime aconteceu no dia 16 de março de 2015, em uma escola de informática na rua Maracaju. Francimar foi ao local, pediu para uma recepcionista para falar com a vítima simulando que iria conversar sobre a instituição e o surpreendeu dentro de uma sala com um tiro de espingarda calibre 28.
No julgamento, defensor público que representa o acusado sustentou a tese de autodefesa e pediu a desclassificação de homicídio doloso para culposo e sustentou também legítima defesa, privilégio do relevante valor moral e domínio de violenta acusação.
Na época, a polícia concluiu que o crime teve motivação passional e a atenuante de influência da violenta emoção por conta da vítima ter supostamente importunado a esposa do acusado "é uma conduta que enseja alteração dos ânimos" . Por maioria de votos o Conselho condenou Francimar por homicídio qualificado pela surpresa.
Na sentença, o juiz Aluizio Pereira dos Santos considerou que houve dolo intenso já que o acusado premeditou o crime, faltando o trabalho e indo ao serviço da vítima armado e fixou a pena em 14 anos.