O clima está tenso no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, popularmente chamado de Máxima, em Campo Grande, depois dos ataques registrados na cidade, a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC), entre a noite de quarta-feira (13) e madrugada de quinta-feira (14).
Isto porque a rotina dos presos foi alterada e há registro de ameaças contra servidores. O sindicato da categoria pediu reforço para evitar incidentes durante as visitas deste fim de semana.
Segundo André Luiz Garcia Santiago, presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de MS (Sinsap), “vários servidores procuraram o sindicato um dia depois dos ataques e contaram estarem recebendo ameaças. Eles temem algum tipo de ação organizada no fim de semana”.
Santiago disse ter enviado ofício sobre a situação à Agência Estadual da Administração do Sistema Penitenciário. “Agepen disse que a situação está sob controle”, completou. Segundo ele, hoje, são sete servidores para vigiarem 2300 presos em cada plantão.
Com alteração da rotina, os presos não são liberados para trabalharem, estudarem ou prepararem os alimentos. Neste caso, são fornecidos "marmitex".
A reportagem do Portal Correio do Estado entrou em contato com a assessoria da Agepen para saber se haverá algum reforço, mas não teve resposta até o fechamento da matéria.
ENTENDA O CASO
Os ataques a ônibus ocorridos em bairros de Campo Grande, entre a noite de quarta-feira (13) e madrugada de quinta-feira (14), ocorreram depois de revista e motim em pavilhão do Presídio de Segurança Máxima, em Campo Grande, onde cumprem penas integrantes de facções criminosas.
A revista fazia parte de uma demonstração de curso sobre intervenção rápida feito por 78 agentes penitenciários. Os presos se incomodaram com ação, que fazia parte do treinamento, e deram início ao tumulto.
Depois do episódio dentro do presídio, criminosos aterrorizaram a noite na Capital. Dois ônibus foram queimados e outro apedrejado. Cinco pessoas apontadas de envolvimento nos crimes foram presas e relataram que agiram a mando dos presidiários.