Doze pessoas foram identificadas como integrantes de grupo que causou terror, entre a noite de quarta-feira (13) e madrugada de ontem (14), quando dois ônibus foram queimados, um apedrejado e um motorista vítima de tentativa de assassinato, em Campo Grande. As ações teriam sido comandadas por presidiário da Segurança Máxima, segundo a polícia.
De acordo com informações do delegado responsável pelas investigações Fábio Peró, do Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras), 10 pessoas foram detidas. Seis delas por militares do Batalhão de Choque na noite em que o ataque ocorreu, outras quatro por investigadores na madrugada desta sexta-feira. Ainda conforme o delegado, cinco dos envolvidos são adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos.
Um homem que também teria tido envolvimento segue foragido e o 12º se refere ao presidiário que de dentro do Presídio de Segurança Máxima comandou a ação criminosa, possivelmente, a mando da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A série de crimes teria ocorrido em represália a ações de enfrentamento que são desenvolvidas pelo sistema penitenciário do Estado de Mato Grosso do Sul. Entre elas, treinamento para agentes penitenciários atuarem armados.
Os crimes praticados pelos integrantes do grupo foram: tráfico de drogas, associação criminosa, receptação - já que a moto que usaram era furtada, dano ao patrimônio, tentativa de assassinato e incêndio criminoso.
Conforme o delegado Peró, detalhes sobre prisões e motivação do ataque serão divulgados em entrevista coletiva na manhã de segunda-feira (18).
CASOS
Três ônibus foram alvos de ações criminosas, nos bairros Aero Rancho, Campo Nobre e São Conrado. Nos dois primeiros casos, dois veículo, sendo um de transporte público e o outro de uso particular de igreja, foram destruídos em incêndio.
No terceiro, incendiários jogaram gasolina no corpo de motorista e o ameaçaram de morte. No entanto, a vítima conseguiu fugir e, por isso, teve o veículo apedrejado.