Além dos professores municipais de Campo Grande, que prometeram deflagrar greve no dia 26 de abril, caso o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), não cumpra com a promessa do pagamento do reajuste salarial, nesta segunda-feira (18) a categoria dos agentes comunitários aderiu à paralisação, que não tem data para terminar.
Diante do descumprimento da promessa do prefeito, que concederia reajuste linear, mais aumento do bolsa alimentação de R$ 160 para R$ 320 e 20% a mais em cima das produtividades, 70% dos 1.400 agentes do município devem aderir à greve e cruzar os braços nos próximos dias até que Bernal tome alguma posição, conforme informou um sindicalista da Capital.
Nesta segunda-feira a greve teve pouca adesão, já que o primeiro dia é considerado mais tímido. “Daqui a pouco apenas 30% dos agentes seguem trabalhando, que é o que diz a lei”, garantiu o presidente de sindicato.
A princípio, a promessa do chefe do executivo municipal era de que a categoria seria chamada para “bater o martelo” quanto ao reajuste. “Os agentes foram enganados. Os documentos estão todos na mesa do prefeito. Ele não fez nem a contraproposta, sendo que ele mesmo disse que não seria preciso paralisar”, ressaltou um dos sindicalistas.
Ainda conforme informações de um funcionário do município, os agentes de endemia e de saúde pública abriram mão do reajuste e não devem entrar em greve.
Para esta terça-feira está programada passeata dos professores pelas ruas da cidade até a sede da prefeitura. A intenção é forçar o prefeito a atender uma comissão para tratar sobre o não cumprimento da lei municipal 5.411/2014.
AMEAÇA
Outra categoria que ameaça paralisar é a dos enfermeiros. Porém, segundo o sindicalista, os funcionários estariam sofrendo ameaças de terem o dia de trabalho descontado do salário caso compareçam a manifestos.
Mensagem via Whatsapp estaria circulando entre os grupos para causar medo nos funcionários. “estão jogando patrão contra empregado. Tudo a mando do prefeito”, destacou um dos trabalhadores.