O delegado responsável por investigar a causa das mortes de quatro detentos no Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho”, o presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, Fabiano Nagata, adiantou que os casos não têm relação entre si.
Ele disse que aguardar o resultado do exame necroscópico das vítimas para identificar os motivos da morte. Será possível verificar, por exemplo, se houve envenenamento. Os laudos ficam prontos em 30 dias.
O último caso ocorreu na tarde desta quarta-feira (20), quando Iverson Ricardo Lopes Pinto, de 24 anos, foi encontrado morto no solário do presídio.
Ao lado do interno estava um prato plástico com sinal de material em pó branco, que a polícia suspeita que seja cocaína, e um tubo de caneta transparente. Ele não tinha ferimentos e laudo deve indicar se houve overdose.
“Não há nada que comprove relação uma com outra, mas é difícil dizer. A princípio não tem, mas os casos serão investigados”, explicou o delegado.
AGEPEN
A reportagem do Portal Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) para verificar o motivo de tantas ocorrências graves na Máxima em menos de um mês.
A assessoria de imprensa da Agepen informou que dois, dos quatro homens encontrados mortos, sofriam de complicações na saúde devido a doenças graves. Outras duas mortes, segundo o órgão, dependem de investigação detalhada.
AGENTES
Sobre a situação dos agentes penitenciários intoxicados hoje de manhã, a agência divulgou que entrou em contato com os médicos responsáveis e recebeu informação que os servidores estão bem e evoluindo.
A reportagem também tentou contato com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mas não obteve resposta até a publicação da matéria.
MAIS MORTES
Em 20 dias, outros três detentos morreram na Máxima. O último registro aconteceu na segunda-feira (18). Luiz Otávio de Souza, de 25 anos, foi encontrado deitado no saguão onde os presos tomam banho de sol. Ele não estava com nenhum ferimento.
No dia 1º de abril, Douglas Farias do Carmo, de 35 anos, foi encontrado morto deitado no colchão da cela. Na ocasião, o delegado disse que ele estava doente.
Na noite anterior, o interno Sidnei Baptista Borges, 45 anos, morreu enquanto aguardava para ser transferido para unidade de saúde externa. Ele também tinha problemas de saúde.