Dois adolescentes, ambos de 16 anos, foram apreendidos na noite de ontem (20) e, segundo a polícia, confessaram terem ateado fogo em ônibus que estava estacionado em pátio de posto de combustíveis, na Avenida Guaicurus, no Bairro Universitário, na madrugada de terça-feira (19). Os menores infratores teriam, ainda, revelado que planejavam queimar outro ônibus e agiam a mando de interno do Presídio de Segurança Máxima, de Campo Grande.
De acordo com informações da polícia, os adolescentes alegaram que receberiam R$ 500, cada um, pela prestação de serviço ao crime. O outro ônibus seria alvo de ataque na noite em que foram apreendidos. No momento das apreensões, cujas circunstâncias não foram divulgadas pela polícia, havia com um dos garotos porções de maconha e certa quantia em dinheiro, caracterizando crime de tráfico de drogas, de acordo com informações policiais.
CASOS
O incêndio deste último veículo de transporte, que seria de uso de associação de policiais militares, ocorreu uma semana depois de noite de terror em que dois ônibus foram queimados e um terceiro apedrejado, nos bairros Aero Rancho, Campo Nobre e São Conrado. Durante os ataques, um dos incendiários jogou gasolina no corpo de um motorista e atearia fogo se a vítima não tivesse conseguido fugir.
Por participação nestes atos, 12 pessoas foram identificadas, entre adolescentes e maiores de idade. Delas, 11 foram detidas pela polícia e outra segue foragida.
No começo da semana, o grupo foi mostrado à imprensa e apesar de, na ocasião, o delegado Edilson dos Santos, do Grupo Armado de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestro (Garras), ter negado que as ações foram cometidas a mando da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), foi confirmado que a ordem partiu de dentro da Máxima e teria sido em resposta a treinamentos de agentes penitenciários. Entre eles, atuação com uso de arma de fogo.