Assembleia dos professores municipais na sede do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) definiu que a greve na rede de ensino de Campo Grande começa no dia 2 de maio.
Havia a previsão que a categoria pararia a partir desta terça-feira (26), data que foi votada o indicativo de greve. Contudo, os professores entraram em negociação com a prefeitura novamente e resolveram realizar um novo encontro para deliberar sobre o movimento.
A diretoria da ACP informou à imprensa que montou um calendário das atividades para tentar diminuir os impactos da paralisação. Nesta semana, por exemplo, serão feitas visitas às escolas para informar pais sobre a interrupção de aulas.
Nesta quarta-feira (27), será encaminhado ao governo municipal ofício com pedido de audiência e também envio de documento informando diferentes autoridades sobre a greve. Na quinta-feira (28), a entidade prepara divulgação paga em jornais para explicar 10 motivos que causarão o movimento.
No dia 2, os servidores público irão concentrar-se na frente da ACP, no Centro de Campo Grande, às 8h, e farão passeata até a prefeitura, na Avenida Afonso Pena. No dia seguinte, 3, grupo irá para a sessão da Câmara dos Vereadores.
"Quem não cumpre educação, nem legislação não merece eleição", será o lema da categoria, informaram diretores. A frase foi feita para mandar mensagem direta ao prefeito Alcides Bernal (PP), que não descarta ser candidato no pleito deste ano.
ENCONTRO SUSPENSO
Comissão da prefeitura estava prevista para receber a diretoria da ACP às 15h desta terça-feira (26) para discutir o reajuste da categoria. O encontro foi suspenso porque a mãe do secretário municipal de Administração, Ricardo Trefzger Ballock, que integra o grupo, faleceu nesta madrugada.
A assessoria de imprensa da prefeitura divulgou nesta manhã que outros sindicatos também se reuniriam com Ballock, mas foi preciso suspender os encontros.
REIVINDICAÇÃO
Apesar de ter a Lei do Piso Salarial para a categoria, professores da Rede Municipal de Ensino serão incluídos junto com os demais servidores públicos municipais em projeto de lei que prevê o reajuste salarial de 2,79% proposto pelo prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). Os docentes pediam 11,36%.
Segundo o prefeito, por conta da lei eleitoral, não é permitido conceder aumento superior à inflação dos três primeiros meses do ano, que é de 2,79%. Além desse índice, Bernal disse que vai apresentar proposta para vale alimentação e, a partir de maio, conseguir progressão funcional, que é passagem do professor para nível ou classe superior na mesma categoria.