Paralisação de parte de agentes penitenciários que começou, ontem (25), no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande se estendeu e servidores do Presídio Harry Amorim Costa, em Dourados, também aderiram ao movimento de protesto, nesta terça-feira (26). A classe de trabalhadores pede providência do Governo do Estado com relação à segurança durante o exercício de suas funções. Caso não haja posicionamento até o próximo dia 2, servidores do setor da segurança pública ameaçam greve.
A paralisação de alguns trabalhos desenvolvidos dentro das duas maiores unidades prisionais do Estado que, juntas, totalizam quase cinco mil presos, prosseguirão até que o governador Reinaldo Azambuja se manifeste sobre as reivindicações. Entre elas, aumento no número de efetivo. Apenas serviços essenciais como saúde, alimentação e jurídico estão normalizados.
De acordo com informações da assessoria de imprensa do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sinsap), atualmente são 900 agentes cuidando de quase 13 mil presos, no Estado. Média de um agente para 14 detentos, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda cinco presos por agente.
ATENTADOS
A reclamação da classe de trabalhadores surgiu depois de seis agente penitenciários terem sido intoxicados por presos da Máxima, na semana passada. A suspeita é que os presos tenham colocado entorpecente ou medicamento controlado na garrafa de café dos servidores.
Dias antes, ônibus foram alvos de ataques de incendiários e motorista ameaçado de morte. As ações criminosas teriam sido comandadas por integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), em represália a treinamentos que agentes intensificaram nas unidades prisionais. Inclusive, com uso de arma de fogo. Pelo menos, 12 pessoas entre menores de idades e maiores foram detidas por envolvimentos nos ataques.