Prefeito Alcides Bernal (PP) se reuniu na manhã desta quarta-feira (27) com o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), para tratar da realização da Caravana da Saúde, prevista para acontecer entre os dias 14 e 29 de maio em Campo Grande. Na ocasião, também discutiram sobre projetos de duplicação de vias e reordenação no trânsito.
Diante dos atritos políticos entre Governo do Estado e Prefeitura, e empecilhos para a realização do evento, Bernal garantiu que quer estabelecer parceria e que o município está dando condições para que a Caravana preste atendimento à população na Capital.
“Estamos fornecendo informações, suporte técnico e profissional. E queremos ainda ampliar o atendimento durante a Caravana, com 10.800 consultas de neurologia, ortopedia, reumatologia, cardiologia e 7.700 exames de ressonância, tomografia, ultrassonografia e colonoscopia, 3.700 cirurgias de hérnia, vesícula, ortopedia, urologia, varizes e outras”, comentou Bernal, ressaltando que a prefeitura não está hesitando em ajudar na realização do evento.
Já o governador Reinaldo Azambuja afirmou em entrevista ao Correio do Estado que enviou documentação necessária, mas que até à tarde desta terça-feira (26) ainda não havia sido informado sobre a liberação de alvará de funcionamento da Caravana, por parte da administração municipal.
DUPLICAÇÃO E REORDENAMENTO
Alcides Bernal também admitiu que precisa de apoio para fazer obras em vias para melhorar o acesso ao Parque dos Poderes, que apesar de ser área utilizada pelo Estado, recebe atenção da prefeitura.
Durante a reunião, prefeito e governador trataram sobre projetos, como duplicação da Avenida Euler de Azevedo e reordenamento do trânsito na Via Parque com Avenida Mato Grosso.
Quanto à piscina de retenção de águas no cruzamento das avenidas Hiroshima e Mato Grosso, Bernal disse que o governo precisa fazer a liberação porque bloqueou e aplicou uma interdição que impede a sequência da obra, que permitirá com que a água escoa sem causar danos.
“Trouxemos ainda outras GDUs (Guia de Diretrizes Urbanísticas) porque entendemos que o Estado tem recursos suficientes e pode ajudar Campo Grande”, finalizou.